sexta-feira, 6 de setembro de 2019



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                        Ai, ai. sei não. Tanta gente na rua brigando. Por quê briga esta gente. É muita cachaça no rabo. Cachaça, no modo de dizer. Para nós brasileiro, cachaça é sinônimo de bebida, mas o inglês nem sabe o que é uma pinga. Parece, eles gostam mesmo é de um cerveja preta, amarga como o cão, a brown beer, maldita, nunca me acostumei. Antes das 23 horas os garçons já começam a gritar  o
come along, come along. E saem quase todos bêbados e começar a brigar na rua. Também, meio drunk, não por excesso, por covardia. no dinheiro e na coragem, que não sou nenhum idiota pra ficar brigando em terra alheia, só se leva chumbo. Vi muitos apanharem sem ninguém interferir. Frieza total. O cara fica lá caído, sangrando, até que chegue a policia, dispersar e dar socorro aos feridos. Eu, de longe.

               





                                     

quarta-feira, 22 de maio de 2019













                                                        Não posso me lembrar do nome do bar, apenas, de que era um local bem frequentado por nacionais e turistas. Estava com alguns amigos, quando ela chegou com algumas pessoas. Uma comitiva, inclusive crianças. Foi muito louco. Nossos olhos se cruzaram. Em mim, o arrependimento de não ter tido nada com ela. Quantas vezes saímos e não tivemos coragem nem de trocar uns beijos. Que havia entre nós dois? Ela chegava de Londres, mais tarde me dizia e eu lhe dizia que estava praticamente morando em Paris. Seis meses só no Brasil. Depois que o marido morrera, dizia, mudara-se para Londres, mas que passava alguns meses nos países nórdicos a negócio. Invejei sua vida. Sabia que estava melhor do que eu. Aquelas crianças? Sobrinhas e netas. Ela me pediu que a beijasse. Não a beijei com vergonha das crianças. Ela me puxou para si e me beijou ali à vista das crianças. Ela virou-se para a dona do restaurante e pediu que  lhe fornecesse um apartamento. Juro que fiquei envergonhado. Depois só me lembro que eu me dentro dela, ela dentro de mim. Ah. seus olhos eram verdes, tinha um dente montado ligeiramente no outro. Os colegas da faculdade a achavam muito bonita, mas um pouco fria. Quantas noites jogadas fora. Eu não tinha coragem, tu não avançavas.

domingo, 20 de janeiro de 2019

                              





                              
                            "há um pássaro azul em meu peito que
                      que quer sair
                      mas sou duro demais com ele,
                      eu digo, fique aí, não deixarei
                      que ninguém o veja".  (Charles Bukowski)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019












                             Se Deus, sive. natura me ajudar, e, espero me ajude, pois dela faço parte como um todo, uno e indissolúvel, hei de escrever um livro para que tenham seus leitores agradáveis e instrutivos momentos. Posso jurar-vos, não sei a que passos seguir. Ora me agradar um autor, ora outro. Difícil encontrar sua própria senda, tantas são elas no emaranhado dos seclos. E apois, ou você começa, ou nunca chega lá. Para começar, como descer ladeira. Duro, seguir e terminar. Palantre vamos. Não deixar pa soutordia. Hei de encontrar dariegos que me ensinarão a arte de escrever. 

sexta-feira, 2 de novembro de 2018













                                                Ah! eternidade, existis, dizei-me vós. Ansioso, por saber, estou. Se verdade, dizei-me, então,  por que estais sempre a crescer? Se cresceis, não sois eterno, tivestes um começo. Oh, Espaçotempo deixai-me cavalgar nos teus cabelos.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018













                                 Sabe que não me lembro? Ia trabalhar. Andava despreocupadamente, tinha tempo para chegar ao trabalho. Saíra muito cedo de casa.  Olhava as pessoas, a paisagem, os prédios, a caminho do Wimpy Bar, embalado por uma canção qualquer, porque ainda não conhecia o danzon nº 2 de Arturo Marquez, posto que só em 1994 viera o maestro, por encomenda da Universidade Autônoma do México, compor este danzón. Nem sei porque estou falando do danzón, eu nem sabia da existência desta dança cubana, na qual ele se inspirou para compor sua obra.Nem sei qual versão eu mais gosto. A de Gustavo Dudamel, não sei se porque a foi a primeira que ouvi, me parece imponente, rica, na melodia, no compasso, em tudo.  Na época, reinavam os Beatles, de cujas canções, eu, ingenuamente, fazia restrições. Foi justamente quando percebi as pessoas correndo feito loucas todos na mesma direção. Eu também corri, mas sem saber o que estava acontecendo. São os Beatles, me disse alguém. Não consegui ver a cara de nenhum deles que estavam entrando em sua loja na Baker Street. Como fui estúpido. Na escola, os professores malhavam seus conterrâneos. Sujos, aqueles cabelos que nunca lavam. Depois, aquilo não é música, é barulho.

sábado, 8 de setembro de 2018












                           
                              Que nome darás à tua paixão por Purcell? Henry Purcell da Dido e Enéas? Terás tu a visto em tua estadia naquelas,  terras de tão comum nevoeiro? O que te restou da terra de Shakespeare? Tua paixão pelo bardo, continua o mesmo? Ainda segues os passos de Hamlet na escuridão? Inda ouves os gritos das feiticeiras no Macbeth, surgindo do fundo do teatro, andando e assustando a plateia? O bem e o mal é tudo igual, o Belo é feio, o feio é belo. Deus e o Diabo tudo igual.
                           - Oh, céus! quem são estas figuras disforme, dizei-me vós.
                           - Viva Macbeth, nós te saudamos, thane de Glamis, thane de Caudor, que será nosso rei!
                                 - Para longe, oradoras imperfeitas, não quero ouvir estas saudações proféticas?
                            - Gerarás reis, embora tu não seja, Viva Macbeth.
                                    - Sumiram, onde foram parar, querido Banquo?
                                    - No ar, tudo parecia tão corpóreo! Oh tivessem demorado mais um pouco.
                                   - Teriam estado aqui mesmo, ou comemos da raíz que aprisiona a razão?